CEO da Fictor, Rafael Góis, é alvo da PF em operação contra fraude de R$ 500 milhões na Caixa
A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax mirando uma organização criminosa acusada de fraudes contra a Caixa Econômica Federal, estelionato e lavagem de dinheiro, com prejuízos que ultrapassam R$ 500 milhões. No centro da investigação está Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, que foi alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira. A operação expõe uma suposta rede especializada em crimes bancários de grande escala, colocando uma figura empresarial proeminente sob intenso escrutínio policial.
A ação investiga uma série de delitos financeiros complexos, com a Caixa Econômica Federal apontada como a principal instituição lesada. Além de Góis, o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini também está entre os investigados, indicando que a apuração se estende a antigos vínculos societários. A magnitude do valor mencionado, superior a meio bilhão de reais, sinaliza a gravidade das alegações e o potencial impacto operacional e reputacional para o grupo empresarial envolvido.
Em resposta inicial, a Fictor divulgou nota afirmando que a defesa de Rafael Góis prestará os esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação. A postura oficial, por enquanto, é de colaboração para a elucidação dos fatos. Contudo, a operação da PF coloca a empresa sob risco imediato de paralisações, congelamento de ativos e uma crise de confiança junto a clientes e ao mercado, com desdobramentos legais e financeiros que podem se prolongar por anos.