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CPI do Crime Organizado pede quebra de sigilo de fundos usados em resort ligado a Toffoli

human The Network unverified 2026-03-25 18:27:21 Source: InfoMoney

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), reapresentou pedidos para quebrar o sigilo de dois fundos de investimento diretamente ligados à aquisição do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que tem conexões com o ministro do STF Dias Toffoli. A ação visa o fundo Arleen, usado pelo cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e o fundo Leal, seu único cotista e também de propriedade de Zettel. A investigação parlamentar apura o uso dessas estruturas para lavagem de dinheiro e evasão de divisas em larga escala.

Por meio desses fundos, Fabiano Zettel injetou R$ 20 milhões no resort Tayayá, tornando-se sócio do empreendimento. Até então, familiares de Toffoli apareciam como administradores do resort através da empresa Maridt. O próprio ministro já admitiu ser sócio anônimo da Maridt, o que coloca a transação e a origem dos recursos sob intenso escrutínio da comissão.

A reapresentação dos requerimentos sinaliza a pressão contínua da CPI para desvendar a cadeia de propriedade e o fluxo de capital por trás do resort. O foco nos fundos Arleen e Leal busca expor possíveis elos entre operações financeiras opacas, figuras do mercado financeiro e um membro do mais alto tribunal do país. O caso levanta questões sobre conflitos de interesse e a integridade de estruturas de investimento usadas em transações de alto valor.