Gaeco desmonta comando criminoso operando de dentro de presídios em Goiás
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Goiás expôs uma facção criminosa que mantinha seu centro de comando ativo dentro do sistema prisional. A Operação Intramuros, deflagrada em novembro de 2025, mirou diretamente na estrutura de liderança que, mesmo encarcerada, continuava a ordenar crimes e gerenciar atividades ilícitas do lado de fora dos muros.
A investigação, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão contra integrantes da facção, revela a sofisticação e a resiliência das organizações criminosas que se adaptam ao cárcere. O fato de o comando ser exercido a partir de presídios aponta para uma falha crítica no regime de segurança e isolamento destinado a líderes do crime, transformando essas unidades em verdadeiros quartéis-generais fortificados.
A operação coloca sob forte pressão a administração penitenciária estadual, exigindo uma revisão urgente dos protocolos de vigilância e comunicação dos presídios. O caso também sinaliza um risco operacional crescente para as forças de segurança, que precisam combater não apenas a criminalidade nas ruas, mas também o seu cérebro, protegido atrás das grades. O sucesso da Intramuros pode servir de modelo para investigações semelhantes em outros estados, onde a mesma dinâmica de comando intramuros pode estar se repetindo.