PF desmonta esquema de R$ 500 mi que uniu Grupo Fictor e Comando Vermelho em lavagem profissionalizada
A Polícia Federal desvendou um modelo estruturado de lavagem de dinheiro que funcionava como uma máquina financeira criminosa, operada em conjunto pelo Grupo Fictor e por células da facção Comando Vermelho. O esquema, que combinava empresas de fachada, movimentações financeiras simuladas e a cooptação de funcionários de grandes bancos públicos, foi desmontado pela Operação Fallax, deflagrada em três estados. As fraudes investigadas têm potencial de ultrapassar a marca de R$ 500 milhões, com a PF executando 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão.
A investigação revela um sistema profissionalizado, com divisão clara de funções e padronização dos golpes. O núcleo da operação consistia na criação em larga escala de empresas com dados de terceiros, contabilidade manipulada e histórico financeiro artificial. Esse aparato permitia simular faturamento e movimentar grandes volumes de capital ilícito. Entre os presos estão dois gerentes da Caixa Econômica Federal e uma ex-gerente do Banco do Brasil, indicando a infiltração do esquema no coração do sistema bancário oficial.
A aliança operacional entre um grupo de lavagem de dinheiro e uma das maiores facções criminosas do país, o Comando Vermelho, sinaliza um novo patamar de sofisticação no crime organizado financeiro. A cooptação de funcionários de instituições públicas não apenas facilitou as transações, mas também representou um ponto crítico de vulnerabilidade no sistema. A operação expõe a pressão sobre os controles internos dos bancos e levanta questões sobre a extensão da corrupção dentro de instituições financeiras estatais, com ramificações que podem atingir outros estados e setores da economia.