PRF: Processo disciplinar por importunação sexual contra colega precede morte de guarda por agente
Um processo disciplinar por importunação sexual contra uma colega de trabalho antecedeu a ação fatal de um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O agente Diego, que matou um guarda municipal durante uma abordagem, já era alvo de investigação interna por supostamente importunar uma servidora da própria corporação. O caso, revelado por documentos obtidos pelo Metrópoles, expõe uma falha crítica nos mecanismos de controle interno da PRF, onde um agente sob acusação grave permanecia em atividade operacional.
A servidora, vítima da suposta importunação, registrou o ocorrido, dando início ao processo administrativo contra Diego. A situação cria um cenário de tensão institucional, levantando questões urgentes sobre os protocolos de afastamento preventivo e a avaliação psicológica de agentes envolvidos em investigações de conduta. O fato de o agente ter estado em uma situação de confronto armado, enquanto respondia a uma acusação dessa natureza, coloca sob severo escrutínio a gestão de riscos e a supervisão dentro da PRF.
A revelação amplia significativamente as ramificações do caso, que já envolvia a morte de um guarda municipal. Agora, a investigação precisa considerar não apenas os eventos do dia do crime, mas também o histórico disciplinar do agente e as possíveis falhas sistêmicas que permitiram sua permanência na linha de frente. A PRF enfrenta pressão para explicar publicamente seus procedimentos e revisar seus filtros internos, sob o risco de ver sua credibilidade institucional ainda mais abalada.