Presidente Lee Jae Myung pressiona por retomar comando de guerra dos EUA, buscando autossuficiência militar
O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, declarou publicamente que o país buscará retomar o controle operacional em tempos de guerra, atualmente sob comando dos Estados Unidos, "o mais brevemente possível". A afirmação, feita em reunião com líderes militares no Ministério da Defesa, coloca uma questão estratégica de décadas no centro da agenda de segurança nacional, com Lee enfatizando a necessidade de uma "maior autossuficiência militar". O movimento sinaliza uma pressão direta para renegociar um dos pilares da aliança de defesa EUA-Coreia do Sul.
Lee vinculou a urgência da medida ao atual cenário de segurança global, citando explicitamente as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além das tensões persistentes na península coreana. Ele afirmou que a principal responsabilidade das forças armadas sul-coreanas é se manter prontas para responder a provocações da Coreia do Norte. Paralelamente, o presidente anunciou que o governo buscará reformas militares, incluindo a implementação de um sistema de recrutamento seletivo, para adaptar a estrutura de defesa às realidades demográficas e de segurança do país.
A declaração não questiona a aliança em si, que Lee descreveu como "inabalável" e "um pilar essencial para a paz e a estabilidade". No entanto, a busca pelo controle operacional em tempo de guerra representa um ajuste significativo na dinâmica de comando. O sucesso ou fracasso dessa iniciativa colocará o governo de Lee sob intenso escrutínio, testando tanto sua capacidade de negociação com Washington quanto sua habilidade em preparar o comando militar nacional para assumir uma responsabilidade estratégica de alto risco, em um contexto regional volátil.