STF enterra CPMI do INSS e dá recado duro a Mendonça sobre proteção a ministros
O Supremo Tribunal Federal (STF) enterrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS e, ao fazê-lo, deu um recado claro e duro ao ministro André Mendonça. A Corte derrubou, por unanimidade, a liminar concedida por Mendonça que suspendia a instalação da comissão. O ato coletivo dos ministros foi interpretado como uma demonstração de força e unidade, com um objetivo explícito: proteger os três colegas do próprio STF que são citados no escândalo da 'rachadinha' do INSS, conhecido como Caso Master.
A decisão unânime do plenário do Supremo não apenas reverteu a ordem de Mendonça, mas expôs uma fissura interna e uma dinâmica de poder contenciosa. A CPMI, que investiga supostos desvios e o esquema de repasses no Instituto Nacional do Seguro Social, agora segue adiante, mas o foco do conflito se deslocou para dentro do tribunal. A mensagem enviada pelos pares a Mendonça foi de que a defesa da instituição e de seus membros citados na investigação será prioritária, limitando ações individuais que possam expor o colegiado.
O episódio coloca o STF sob intenso escrutínio, não apenas pela investigação em si, mas pela forma como gerencia crises internas que envolvem seus próprios ministros. A pressão agora recai sobre a capacidade da Corte de administrar a tensão entre o dever institucional de permitir investigações e o instinto corporativo de autopreservação. O desfecho sinaliza que qualquer tentativa de singularizar o processo, especialmente por um ministro recém-empossado, encontrará uma barreira sólida formada pelo restante do plenário, elevando os riscos de novas crises de imagem e legitimidade para o Judiciário.