Coronel da PM apaga mensagens de celular de Gisele enquanto vítima agonizava
Um tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal apagou mensagens do celular da soldado Gisele Garcia de Sousa Fidélis enquanto ela agonizava, vítima de um tiro na cabeça dentro de um quartel. A revelação, feita pela perícia do caso, expõe uma ação suspeita no epicentro de um inquérito que investiga homicídio e ocultação de provas. O oficial, que é o principal suspeito do crime, teria acessado o aparelho da vítima minutos após o disparo, levantando fortes indícios de tentativa de interferência na cena do crime.
A linha do tempo é crucial: a última visualização de Gisele no WhatsApp foi registrada às 19h44. A primeira ligação do tenente-coronel para o 190, o serviço de emergência, só aconteceu às 19h48. Os quatro minutos de intervalo, com a vítima gravement ferida, são o centro das investigações sobre o que realmente ocorreu no 20º Batalhão da PM, em Samambaia. A perícia busca recuperar as mensagens apagadas, que podem conter a chave para entender os motivos e a dinâmica do crime.
O caso coloca sob intenso escrutínio a conduta de oficiais superiores dentro da corporação e alimenta suspeitas de um encobrimento institucional. A família de Gisele, uma jovem de 23 anos, exige justiça, enquanto a Polícia Civil trabalha para desvendar se o tiro foi acidental, como alegado inicialmente, ou um homicídio doloso. A pressão por transparência aumenta, com o risco de a investigação revelar falhas graves no comando e no ambiente interno da PMDF.