Primeira semana de Josh D’Amaro na Disney expõe crise simultânea em conteúdo, tecnologia e parcerias
A estreia de Josh D’Amaro como CEO da Disney foi marcada por uma tempestade perfeita de problemas, revelando fragilidades simultâneas no modelo de negócios da gigante do entretenimento. Em apenas sete dias, a empresa enfrentou reveses significativos em três pilares fundamentais: conteúdo, tecnologia e parcerias estratégicas, conforme análise do Financial Times. A sequência de eventos expõe a pressão imediata sobre a nova liderança para estabilizar operações em múltiplas frentes.
O primeiro golpe veio da ABC, emissora do grupo, que foi forçada a cancelar uma temporada inteira do reality show "The Bachelorette" após a divulgação de um vídeo polêmico envolvendo a protagonista, Taylor Frankie Paul. A decisão, tomada após a produção já ter consumido cerca de US$ 60 milhões, obriga a rede a substituir a programação de forma emergencial, gerando um custo operacional e de reputação. Paralelamente, no campo tecnológico, a Disney viu um acordo estratégico de US$ 1 bilhão com a OpenAI ser abalado pelo encerramento do Sora, ferramenta de geração de vídeo que era parte central da parceria anunciada poucos meses antes.
Esses contratempos simultâneos colocam D’Amaro sob um escrutínio precoce e intenso, testando sua capacidade de gerenciar crises em áreas distintas do império Disney. A situação evidencia como a empresa, apesar de seu tamanho e diversificação, permanece vulnerável a falhas em cadeias de produção de conteúdo e a volatilidade em alianças de alta tecnologia. O momento pressiona a nova administração a demonstrar controle operacional e resiliência estratégica em um setor altamente competitivo e em rápida transformação.