Navio petroleiro russo Anatoly Kolodkin chega a Cuba, desafiando pressão dos EUA
Um navio petroleiro russo carregado com 100.000 toneladas de petróleo bruto atracou em Cuba, marcando uma entrega direta de Moscou a Havana em meio ao bloqueio energético norte-americano. A Rússia declarou publicamente que ficará ao lado do governo cubano e trabalhará para garantir mais suprimentos, posicionando-se explicitamente contra as sanções dos EUA. O movimento ocorre num momento de tensão renovada, com Washington anteriormente ameaçando tarifas punitivas contra qualquer país que enviasse petróleo para a ilha.
O petroleiro Anatoly Kolodkin aguardava para descarregar no porto de Matanzas, conforme confirmado pelo Ministério dos Transportes russo. A entrega acontece após os Estados Unidos terem cortado as exportações de petróleo da Venezuela para Cuba, uma fonte histórica crucial para Havana. Curiosamente, o presidente Donald Trump sinalizou no domingo uma possível reversão de curso, expressando simpatia pela necessidade energética do povo cubano, criando um cenário diplomático contraditório.
O Kremlin revelou que já havia levantado a questão do navio-tanque em conversas com os EUA, indicando que a ação russa não é clandestina, mas uma manobra política calculada. A chegada do carregamento solidifica a Rússia como um parceiro energético alternativo para Cuba, aumentando sua influência geopolítica no Caribe. O episódio testa a coerência e a aplicação da política de máxima pressão norte-americana, colocando Havana no centro de uma disputa de poder entre Washington e Moscou.