MRE nega acesso à lista de hóspedes, incluindo Janja e Porchat, em residências oficiais de R$ 240 mi
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) está hospedando figuras políticas e artistas em suas residências oficiais, mas mantém a lista completa de convidados sob sigilo. A recusa em divulgar os nomes dos hóspedes levanta questões sobre o uso e a transparência de imóveis públicos avaliados em R$ 240 milhões, apenas para o ano de 2025.
Entre os hóspedes conhecidos estão a primeira-dama Janja e o humorista Fábio Porchat, indicando que o uso das casas vai além de diplomatas estrangeiros. A prática em si não é nova, mas a opacidade sobre quem mais está sendo acomodado, e sob quais critérios, coloca o MRE sob escrutínio. O valor milionário alocado para a manutenção desses imóveis no próximo ano intensifica a pressão por prestação de contas.
A falta de transparência cria um risco político direto para o governo, alimentando alegações de uso privilegiado de recursos públicos. O sigilo impede que a sociedade e órgãos de controle avaliem se o custo está sendo justificado por atividades oficiais relacionadas à política externa. O episódio sinaliza uma tensão entre protocolo, hospitalidade de Estado e a demanda crescente por acesso à informação sobre gastos governamentais de alto valor.