Petróleo Brent dispara 63% em março, maior alta mensal desde 1988, com guerra Irã-EUA no centro
O petróleo Brent se aproxima da barreira de US$ 120 o barril, caminhando para encerrar março com uma alta recorde de mais de 60%. O movimento é impulsionado pelo choque de oferta mais severo da história, desencadeado pela campanha militar EUA-Israel contra o Irã e pelos ataques contínuos no Golfo Pérsico. Com o vencimento iminente dos contratos de maio, o foco se desloca para o contrato de junho, que se mantém volátil abaixo de US$ 108.
A escalada tem raízes geopolíticas diretas. O presidente Donald Trump, em meio à pressão por combustível de aviação, repreendeu aliados e sugeriu que 'tomassem posse' do problema, argumentando em redes sociais que os EUA já enfraqueceram o Irã suficientemente. Essa postura, combinada com os ataques na região, cria uma incerteza sustentada que mantém os preços em patamar elevado.
A situação coloca uma pressão imediata sobre economias importadoras de petróleo e setores intensivos em energia em todo o mundo. O risco de uma interrupção prolongada no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma artéria crítica para o comércio global de petróleo, mantém o mercado em estado de alerta máximo. A volatilidade recorde sinaliza que qualquer nova provocação ou escalada no conflito pode rapidamente empurrar as cotações para além dos níveis atuais, com implicações inflacionárias globais.