Lagarde confronta secretário do Tesouro dos EUA no G7: otimismo sobre guerra no Irã é prematuro
Em uma reunião restrita do G7, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, confrontou diretamente o otimismo do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre os impactos econômicos da guerra no Irã. Segundo fontes com conhecimento das discussões, Lagarde contestou a avaliação de Bessent de que os efeitos das semanas de combates no Oriente Médio seriam de curta duração. O secretário americano teria minimizado os danos, argumentando que até mesmo a perturbação crítica no comércio global causada pelo fechamento *de facto* do Estreito de Ormuz seria temporária.
O confronto ocorre em um momento de crescente tensão dentro da aliança ocidental sobre a postura dos EUA. Enquanto Bessent apresentava uma visão contida dos riscos econômicos, aliados europeus da OTAN já demonstram resistência prática ao envolvimento no conflito, com Espanha, Itália e França impondo restrições ao uso de seu espaço aéreo e bases militares para operações americanas. Esta fissura estratégica coloca pressão adicional sobre a coordenação política e econômica do bloco.
A discordância no mais alto nível sobre a gravidade e a duração dos choques econômicos revela uma divisão fundamental na avaliação de risco entre Washington e seus principais parceiros. A postura de Lagarde sinaliza que as instituições financeiras europeias estão se preparando para cenários de perturbação prolongada no abastecimento energético e nas cadeias de comércio marítimo, em contraste com a narrativa oficial americana. A disputa coloca em xeque a capacidade de uma resposta econômica coordenada do G7 diante de uma crise geopolítica em escalada.