Cardiologista preso no DF por importunar mais de 30 pacientes durante exames
Um cardiologista foi preso em flagrante no Distrito Federal, acusado de abusar sexualmente de mais de 30 pacientes durante consultas. As vítimas relatam que o médico se aproveitava do momento em que estavam nuas para abraçar, beijar e acariciá-las sem consentimento, transformando o ambiente clínico em cenário de violação.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Mulher (DECCM), apontam para um padrão de conduta predatória. O profissional, cuja identidade foi divulgada, atuava em consultório particular e supostamente escolhia o momento do exame físico para cometer os atos. A prisão ocorreu após uma paciente registrar um boletim de ocorrência e a polícia montar uma operação para flagrá-lo.
O caso expõe falhas graves nos mecanismos de proteção dentro do ambiente médico e levanta questões sobre a vulnerabilidade sistêmica de pacientes. A escala das alegações – mais de trinta vítimas – sugere que a conduta pode ter sido prolongada e repetitiva. A polícia busca agora outras possíveis vítimas e investiga se houve omissão ou falha por parte de instituições onde o médico atuava, enquanto a classe médica local enfrenta um novo escrutínio sobre ética e supervisão.