Petistas intensificam pressão contra relator da CPMI do INSS e exigem exame de DNA
A tensão na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS atingiu um novo patamar, com lideranças do PT dobrando a aposta contra o relator, deputado Kim Kataguiri (União-SP). O cerco se fecha com uma exigência inusitada e de alto impacto político: que o parlamentar realize imediatamente um exame de DNA. A medida, apresentada publicamente, representa uma escalada direta no conflito e busca minar a credibilidade de Kataguiri no comando das investigações.
A investida petista não se limita à retórica. As mesmas lideranças afirmam que o material entregue pela defesa de Kataguiri à Polícia Federal (PF) "não é furada" – uma expressão que nega veementemente a alegação de que as provas seriam irrelevantes ou infundadas. A declaração serve como um contraponto público às tentativas de desqualificar as acusações que pairam sobre o relator, indicando que o PT possui ou acredita em elementos concretos que sustentam suas suspeitas.
A exigência pelo teste de DNA coloca Kataguiri em uma posição delicada, forçando-o a uma resposta que pode definir o rumo da CPI. A estratégia petista claramente busca transferir o foco das investigações sobre o INSS para a figura do relator, potencialmente paralisando os trabalhos ou exigindo sua substituição. O movimento aumenta a temperatura política da comissão, sinalizando que a oposição está disposta a travar uma batalha agressiva nos bastidores e no tribunal da opinião pública, com possíveis reflexos na capacidade da CPI de concluir seu trabalho.