Novartis no Brasil: Diretor fala sobre fim da patente do Ozempic, investimento e negociação com SUS
A patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic, Wegovy e Rybelsus, chegou ao fim no Brasil, abrindo caminho para a produção de genéricos. Em meio a essa mudança estrutural no mercado, a farmacêutica Novartis, fabricante dos medicamentos, afirma que manterá seus planos no país. Allan Finkel, diretor-geral da empresa no Brasil, declarou que 'a patente da semaglutida não significa o futuro da empresa', sinalizando uma estratégia que vai além da exclusividade do princípio ativo.
A empresa planeja investir R$ 6 milhões na sua planta fabril em Montes Claros (MG) e tem expectativa de lançar novas versões do Wegovy, incluindo formulações em maior dosagem e, significativamente, a versão em comprimido. O anúncio ocorre em um momento de intensa pressão sobre os preços e a acessibilidade desses medicamentos revolucionários para diabetes e obesidade, que têm alto custo para o sistema de saúde e para os pacientes.
A estratégia da Novartis parece focar em inovação de apresentação e fortalecimento da produção local, enquanto negocia a inclusão de seus produtos no Sistema Único de Saúde (SUS). O fim da patente coloca a empresa sob maior escrutínio, pois a chegada de genéricos pode alterar drasticamente a dinâmica de preços e a participação de mercado. A capacidade da multinacional de manter relevância e rentabilidade no Brasil agora depende da execução desses novos planos e da eficácia de suas negociações com o poder público.