Lindbergh Farias acusa Alfredo Gaspar de estupro, trabalho escravo e pedofilia sem apresentar provas
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) elevou drasticamente as acusações contra o colega Alfredo Gaspar (PL-AL), afirmando, sem apresentar provas, que o parlamentar está envolvido em casos de pedofilia, trabalho escravo, tentativa de suborno e extorsão. Este é um novo capítulo de uma crise que já incluía a grave acusação de estupro de vulnerável, feita na semana passada. A escalada retórica, desacompanhada de evidências públicas, transforma a disputa em um confronto de alto risco, baseado em alegações que, se comprovadas, seriam crimes hediondos.
As acusações específicas foram detalhadas no último sábado (28) por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Eles alegam que Gaspar estuprou, há oito anos, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A suposta vítima teria hoje 21 anos, e a criança, 8. Lindbergh afirma ter recebido informações de duas jornalistas do Rio sobre indícios de que a adolescente, além do estupro, teria realizado trabalhos domésticos na residência de Gaspar, o que configuraria trabalho análogo à escravidão.
O caso coloca o Congresso Nacional sob intenso escrutínio, expondo uma guerra política que agora transborda para alegações criminais extremas. A ausência de provas apresentadas publicamente por Lindbergh cria um cenário volátil, onde a credibilidade de todos os envolvidos está em jogo. A situação pressiona as instituições de justiça e a própria CPI do Crime Organizado, que pode se tornar um novo palco para este conflito, exigindo apuração formal das graves denúncias que, até o momento, permanecem no campo das acusações.