Petrobras eleva preço do querosene de aviação em mais de 50% para distribuidoras
A Petrobras aplicou um aumento superior a 50% no preço médio do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, em vigor desde 1º de abril. O reajuste, previsto em contrato e aplicado no início de cada mês, representa uma alta abrupta que varia entre 53% e 56% em todas as modalidades de venda. O movimento sinaliza uma pressão imediata sobre os custos operacionais de toda a cadeia de aviação comercial no país.
O aumento parte da estatal e impacta diretamente as empresas distribuidoras, que repassam o combustível para as companhias aéreas. A magnitude do reajuste, acima da marca de 50%, é um evento significativo que destoa de ajustes marginais usuais, colocando as operadoras sob forte pressão de custos em um momento de alta demanda por viagens. A decisão segue a política de preços da Petrobras, alinhada à paridade internacional, mas a intensidade do salto chama a atenção do setor.
O impacto direto recai sobre as companhias aéreas, que agora enfrentam um aumento substancial em um de seus maiores custos variáveis. Este cenário eleva o risco de repasses aos preços das passagens aéreas para os consumidores finais, pressionando a inflação do setor de serviços de transporte. A medida também coloca as distribuidoras em uma posição delicada, forçando negociações complexas com as aéreas em um ambiente de margens já apertadas. O episódio evidencia a sensibilidade do setor de aviação brasileiro às flutuações nos preços dos combustíveis controlados pela estatal.