Relatório dos EUA acusa Brasil de barreiras comerciais em setores-chave, de etanol a serviços digitais
Um relatório oficial da Casa Branca coloca o Brasil na mira por uma série de barreiras comerciais que, segundo os Estados Unidos, prejudicam empresas americanas em setores estratégicos. O documento, que mapeia obstáculos globais, destaca práticas brasileiras que vão desde o complexo regime tributário e alfandegário na famosa rua 25 de Março, em São Paulo, até restrições no mercado de etanol e no setor audiovisual.
O relatório aponta especificamente para barreiras não tarifárias e regulatórias que limitam a entrada ou a operação de produtos e serviços dos EUA. Além das questões na 25 de Março e no mercado de biocombustíveis, o texto cita preocupações com a proteção da propriedade intelectual e com barreiras no setor de serviços digitais. Essas alegações sinalizam uma pressão comercial mais ampla e técnica, focada em regras internas que os americanos consideram desproporcionais ou discriminatórias.
A inclusão do Brasil no documento oficial eleva o tom das críticas, transformando queixas setoriais em um ponto de tensão registrado no mais alto nível do governo norte-americano. A persistência dessas barreiras, conforme o relatório, mantém um ambiente comercial desafiador para empresas dos EUA. O caso expõe fricções que vão além de tarifas, atingindo o cerne de políticas industriais, de consumo e tecnológicas brasileiras, e coloca o país sob um novo escrutínio no relacionamento econômico bilateral.