PF deflagra segunda fase da Operação Exfil para investigar vazamento de dados fiscais de ministros do STF
A Polícia Federal (PF) executou nesta quarta-feira uma nova onda de mandados, aprofundando a investigação sobre um suposto vazamento massivo de informações sigilosas da Receita Federal. O alvo são dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares, um caso que atinge o coração do poder judiciário brasileiro. Esta é a segunda fase da Operação Exfil, que teve sua primeira etapa deflagrada em 17 de fevereiro, indicando uma investigação complexa e em andamento.
A operação foi autorizada pelo próprio STF e cumpriu um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. As ações buscam apurar como documentos fiscais protegidos por lei foram repassados indevidamente. A primeira fase da investigação já havia focado justamente nesse 'repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal', sugerindo uma rede ou método específico para a obtenção e divulgação dos dados sensíveis.
O caso coloca sob intenso escrutínio a segurança dos sistemas da Receita Federal e expõe uma vulnerabilidade crítica que atinge as mais altas autoridades do país. A investigação da PF agora precisa desvendar não apenas a origem do vazamento, mas também os motivos e os destinatários finais das informações. O desdobramento judicial e político é significativo, pois envolve diretamente membros da corte que frequentemente julga casos de grande repercussão nacional, levantando questões sobre privacidade, segurança da informação e possíveis tentativas de influência ou intimidação.