CPI do Crime Organizado mira Banco Master e convoca Ibaneis Rocha após fim da CPMI do INSS
A CPI do Crime Organizado transformou-se em um novo e potente front de pressão sobre o Banco Master e seus entornos. A comissão aprovou uma série de medidas que ampliam significativamente o escopo político da investigação, incluindo a convocação do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. A quebra também atinge a empresa Prime You, que já teve o próprio Vorcaro como sócio, indicando um foco direto nas conexões financeiras e familiares do núcleo do banco.
A ofensiva da CPI não se limita ao caso Master. O colegiado também aprovou a convocação de outras figuras de peso: o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do TRF-2. A intenção com Castro é investigar o ambiente de atuação do crime organizado fluminense, com foco específico em financiamento e lavagem de dinheiro ligados à chamada 'narcomilícia'. Já o desembargador Macário Neto é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto vazamento de informações ao Comando Vermelho (CV).
Essas movimentações sinalizam uma transição estratégica. Com o fim da CPMI do INSS, a CPI do Crime Organizado assume o protagonismo na investigação de alto nível, conectando suspeitas de irregularidades financeiras em um grande banco a redes mais amplas de crime organizado e possível corrupção no Judiciário e no Executivo estadual. A pressão institucional sobre o Banco Master e seus aliados políticos entra em uma nova e mais complexa fase, com ramificações que tocam o poder no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e no sistema de Justiça.