Conselheiro do TCE-PR defende nomeação de ex-PM suspeito de chacina: 'Ficha limpa não quer dizer nada'
Um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) defendeu publicamente a nomeação de um ex-policial militar suspeito de envolvimento em uma chacina, desprezando o conceito de 'ficha limpa' em plenário. Fábio de Souza Camargo, durante uma sessão, minimizou a importância da idoneidade para cargos públicos, afirmando que 'ficha limpa não quer dizer nada' e, em tom jocoso, completou: 'Quem vê a minha sai correndo'. A declaração foi feita em defesa da indicação do ex-PM, cujo histórico inclui suspeitas graves de participação em um massacre.
O episódio expõe uma tensão crítica dentro de um órgão de controle estadual, onde um de seus membros, responsável por zelar pela legalidade e moralidade da administração pública, relativiza princípios fundamentais de probidade. A defesa de um nome associado a um crime violento como uma chacina, em contraste com a função fiscalizadora do tribunal, gera um conflito direto entre a postura institucional esperada e a opinião pessoal manifestada por um de seus conselheiros.
A fala de Camargo coloca o TCE-PR sob intenso escrutínio público e pode abalar a credibilidade da instituição. Ao brincar com a própria ficha e desqualificar um critério básico de seleção para cargos públicos, o conselheiro não apenas gera polêmica, mas também levanta questões sobre os padrões éticos vigentes no interior do tribunal. O caso pressiona a cúpula do TCE a se posicionar, sob risco de ser associada a uma cultura de leniência com suspeitas graves e de desdém pelos mecanismos de controle de integridade.