Starlink acusa Amazon Leo de lançamento irregular e desvia 30 satélites para evitar colisão
A disputa regulatória entre a Starlink e a Amazon Leo escalou para o espaço físico, com a empresa de Elon Musk acusando a concorrente de um lançamento perigoso que forçou manobras de emergência. Em uma reclamação de três páginas à FCC, a Starlink alega que a Amazon Leo lançou uma leva de satélites entre 50 km e 90 km acima da altitude previamente informada. Essa discrepância, ocorrida no lançamento de 12 de fevereiro de 2026 realizado pela Arianespace com o foguete Ariane 6, criou um risco imediato de colisão, descrito como um potencial 'engavetamento' espacial.
Para evitar o desastre, a Starlink foi obrigada a executar manobras de desvio em 30 de seus próprios satélites nas primeiras horas após o lançamento da concorrente. O incidente representa o capítulo mais recente e concreto de uma série de trocas de acusações de irregularidades entre as duas gigantes da internet por satélite de órbita baixa perante o órgão regulador norte-americano.
O episódio coloca sob forte escrutínio os protocolos de coordenação e transparência entre operadoras espaciais privadas. A falha na comunicação de parâmetros orbitais críticos, mesmo que alegada, expõe uma vulnerabilidade sistêmica no congestionado ambiente da órbita terrestre baixa. A disputa na FCC agora ganha uma dimensão operacional urgente, pressionando a agência a arbitrar não apenas sobre licenças, mas sobre a segurança física das constelações em órbita, um precedente crucial para o futuro da indústria espacial comercial.