Partido Novo exige apoio a impeachment de ministros do STF como condição para pré-candidaturas ao Senado
O Partido Novo está impondo uma condição inédita e radical para quem quiser concorrer ao Senado sob sua legenda: a defesa pública do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Papo Antagonista, o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, foi categórico ao afirmar que o compromisso não é apenas um "grande ativo", mas uma "obrigação" para qualquer pré-candidato. A declaração transforma uma posição política em um pré-requisito formal de filiação partidária para uma das principais eleições do país.
A medida coloca o Novo em rota de colisão direta com o STF e redefine os termos do debate político-institucional no pré-campanha. Ao condicionar candidaturas a um ato específico contra a mais alta corte do país, o partido sinaliza uma estratégia de polarização que busca capitalizar eleitoralmente com o desgaste do Judiciário. A exigência, que parte da cúpula nacional, vincula o destino de futuros senadores a uma agenda agressiva de confronto, potencialmente limitando o leque de nomes dispostos a aceitar tal compromisso.
A decisão do Novo amplifica a pressão política sobre o STF e pode influenciar a dinâmica das alianças partidárias para 2026. Ao elevar o impeachment de ministros a uma plataforma obrigatória, o partido se posiciona como um ator disposto a escalar o conflito entre os Poderes, arriscando-se a um isolamento político ou, alternativamente, a atrair um eleitorado específico. O movimento joga luz sobre como forças políticas estão instrumentalizando o tensionamento com o Judiciário como moeda de troca eleitoral, com consequências imprevisíveis para a estabilidade institucional.