Trump avalia ampla reformulação do gabinete após demissão de procuradora-geral, pressionado pela guerra no Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando uma mudança mais ampla em seu gabinete, impulsionado pela crescente frustração com as consequências políticas da guerra com o Irã. A decisão surge logo após a remoção da procuradora-geral Pam Bondi e reflete uma tentativa de redefinir a Casa Branca em meio a um período de crescente pressão. Segundo cinco fontes familiarizadas com as discussões internas, a reformulação é vista como uma possível 'redefinição' para a administração.
A guerra, que já dura cinco semanas, tem gerado impactos políticos diretos e desgastantes: o aumento dos preços da gasolina, a queda nos índices de aprovação de Trump e uma ansiedade crescente entre os republicanos que se preparam para as eleições de meio de mandato em novembro. O momento politicamente desafiador levou aliados a avaliar o discurso televisionado do presidente na quarta-feira, descrito por uma autoridade sênior como uma tentativa de acalmar o público, mas que pode não ter sido suficiente para conter a crise política interna.
A possível reformulação do gabinete sinaliza uma resposta direta à pressão acumulada, onde a guerra no Irã deixou de ser apenas um conflito externo para se tornar um fator central de instabilidade doméstica. A movimentação coloca sob risco a estabilidade de outras posições-chave na administração, enquanto Trump busca reposicionar sua equipe para enfrentar não apenas a guerra, mas também o cenário eleitoral que se aproxima, onde o desempenho republicano está sob intenso escrutínio.