Houthis afirmam ataque coordenado a Eilat com Irã e Hezbollah; Israel não confirma
Os Houthis do Iêmen reivindicaram um ataque significativo contra o sul de Israel, declarando ter atingido alvos na cidade de Eilat com mísseis de cruzeiro e drones. A afirmação, feita pelo porta-voz militar Yahya Saree, carrega um peso estratégico maior: ele descreveu a ação como parte de uma operação conjunta e coordenada com as Forças Armadas do Irã e o grupo Hezbollah, baseado no Líbano. Se confirmada, esta seria uma demonstração pública rara de coordenação militar direta entre estes três atores no conflito regional, elevando o patamar das hostilidades. Até o momento, não houve confirmação oficial de Israel sobre danos ou vítimas, nem comentários públicos do Irã ou do Hezbollah sobre seu alegado envolvimento.
O ataque, conforme detalhado por Saree, visou "alvos vitais e militares" em Eilat, uma cidade portuária estratégica no extremo sul de Israel, às margens do Mar Vermelho. A localização torna-a um alvo simbólico e logístico, frequentemente no centro das tensões na rota marítima. A ausência de uma confirmação imediata por parte das autoridades israelenses deixa em aberto a extensão real do ataque, mas a própria reivindicação dos Houthis serve como um claro sinal de escalada e de uma tentativa de projetar uma frente unificada de pressão contra Israel.
Esta ação coloca um foco intenso na dinâmica do chamado "Eixo da Resistência". A alegação de uma operação conjunta, se verdadeira, representa uma evolução tática que pode alterar os cálculos de segurança regional, demonstrando uma capacidade de sincronizar ataques através de grandes distâncias geográficas. O silêncio das outras partes nomeadas – Irã e Hezbollah – não nega a afirmação, mas mantém um nível de ambiguidade estratégica. O episódio aumenta a pressão sobre Israel para responder e intensifica o escrutínio sobre os canais de comando e o fluxo de armamentos entre Teerã, seus aliados regionais e os Houthis no Iêmen.