EUA acusam Guarda Revolucionária do Irã de recrutar crianças de 12 anos para a guerra
Os Estados Unidos acusaram formalmente a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) de recrutar abertamente crianças para funções militares, um movimento que, segundo Washington, sinaliza um novo patamar de desespero do regime. Em discurso na ONU nesta segunda-feira, o embaixador americano Mike Waltz afirmou que o recrutamento atinge menores a partir de 12 anos, que estariam sendo treinados e armados com fuzis como o AK-47.
A acusação, feita no principal fórum diplomático global, coloca o Irã sob intenso escrutínio internacional por violações graves dos direitos humanos e do direito internacional humanitário. O uso de crianças-soldados é amplamente condenado e constitui um crime de guerra, potencialmente agravando o isolamento de Teerã e pressionando outros membros do Conselho de Segurança a se posicionarem.
A denúncia ocorre em um contexto de tensões já elevadas entre Washington e Teerã, abrangendo o programa nuclear iraniano e seu envolvimento em conflitos regionais. A alegação específica sobre o recrutamento infantil pode ser usada como justificativa para novas rodadas de sanções ou medidas diplomáticas mais duras contra a IRGC, já designada como organização terrorista pelos EUA. O caso também testa a resposta prática da comunidade internacional a violações que frequentemente permanecem na esfera das acusações.