Itaú BBA eleva preços-alvo de petroleiras e alerta para risco de escalada da guerra Irã-Israel
O Itaú BBA está ajustando sua visão sobre o setor de petróleo, elevando os preços-alvo das ações de petroleiras. O movimento reflete uma reavaliação forçada: os cenários pessimistas projetados no início do ano foram rapidamente superados pela realidade dos conflitos no Oriente Médio. A persistente valorização do setor, mesmo em meio à alta volatilidade e baixa visibilidade, sinaliza que o mercado está precificando riscos mais altos e prolongados.
O banco admite que suas estimativas anteriores estão defasadas. A evolução do cenário geopolítico, particularmente a tensão entre Irã e Israel, criou um piso de preços mais elevado e consistente do que o inicialmente previsto. Essa reavaliação técnica ocorre enquanto outras vozes no mercado emitem alertas ainda mais severos. A Citrini Research, por exemplo, enviou um analista ao Estreito de Ormuz e retornou com uma perspectiva 'nada animadora', sugerindo que dados de satélite e fontes oficiais subestimam os riscos no terreno.
A pressão sobre as projeções não vem apenas das casas de análise. Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA), já alertou que uma nova crise do petróleo poderia ser mais severa do que os choques de 1973, 1979 e 2022 combinados. O movimento do Itaú BBA, portanto, é um sinal claro de que as instituições financeiras estão se reposicionando diante de um cenário onde a 'baixa visibilidade' dá lugar ao reconhecimento de um risco geopolítico estrutural e de alta intensidade, com potencial para sustentar preços elevados da commodity por um período indeterminado.