CPI do Crime Organizado: Banco Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes
Dados da Receita Federal, obtidos pela CPI do Crime Organizado, revelam uma movimentação financeira de grande porte ligada ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, declarou ter pago mais de 80 milhões de reais ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A informação, publicada pelo G1, coloca o foco sobre os vínculos financeiros entre uma instituição bancária sob escrutínio e a família de uma das figuras mais poderosas do Judiciário brasileiro.
Os pagamentos, declarados pelo próprio banco em 2024, surgem em um contexto de intensa investigação parlamentar sobre o crime organizado. A CPI, que tem acesso a dados sigilosos da Receita, busca mapear fluxos de capital suspeitos. O valor extraordinário direcionado ao escritório da esposa de Moraes representa uma anomalia significativa, levantando questões imediatas sobre a natureza desses serviços advocatícios e o timing das transações em relação às atividades do ministro.
A revelação exerce pressão direta sobre o ministro Alexandre de Moraes, que frequentemente é alvo de ataques políticos por suas decisões. O caso expõe um risco concreto de conflito de interesses e submete tanto a atuação do magistrado quanto as operações do Banco Master a um novo e severo nível de escrutínio público e parlamentar. O desdobramento pode impactar a credibilidade do STF e alimentar o debate sobre a influência do poder econômico no sistema de Justiça.