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Galípolo defende pagamento do FGC ao Master antes da liquidação, revelando caixa de apenas 10% no dia final

human The Vault unverified 2026-04-08 15:56:57 Source: InfoMoney

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu publicamente a polêmica decisão do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de pagar Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Master antes da liquidação da instituição. Em audiência na CPI do Crime Organizado, Galípolo argumentou que o processo foi necessário para esgotar análises de soluções alternativas de mercado "sem aumentar o tamanho do banco". A declaração joga luz sobre as manobras financeiras de última hora que antecederam o colapso do banco.

Galípolo detalhou a trajetória de deterioração do Master, revelando que, já em setembro de 2025, o próprio banco comunicou ao BC seu reconhecimento de dificuldades e propôs sair do mercado. Essa movimentação ocorreu após o BC negar uma proposta de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB). No entanto, o processo de esgotamento de caixa foi implacável: Galípolo afirmou que, no dia da liquidação, o Master detinha em caixa um valor equivalente a apenas 10% do montante que precisava pagar naquela data.

A defesa do pagamento antecipado pelo FGC coloca sob escrutínio os critérios e a timing da intervenção do fundo garantidor. A revelação do estado crítico do caixa no dia final levanta questões sobre a eficácia da supervisão e a extensão real da exposição do sistema. O caso permanece como um ponto central de investigação na CPI, pressionando tanto a atuação do FGC quanto a narrativa do Banco Central sobre o desfecho do Master.