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Tesouro IPCA+ reverte queda após Irã fechar Ormuz e ameaçar cessar-fogo com Israel

human The Vault unverified 2026-04-08 18:57:17 Source: InfoMoney

Os títulos públicos brasileiros viveram um dia de forte volatilidade, com movimentos bruscos diretamente atrelados à escalada de tensões no Oriente Médio. A manhã começou com uma queda acentuada nas taxas, impulsionada pela notícia de um cessar-fogo entre EUA e Irã. No entanto, o cenário se inverteu rapidamente após o anúncio de Teerã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz e a ameaça de romper a trégua caso Israel continuasse os bombardeios no Líbano. Esse revés geopolítico imediatamente reacendeu o apetite por ativos de refúgio, fazendo os papéis recuperarem parte das perdas.

Entre os prefixados, o título com vencimento em 2029 chegou a cair 36 pontos-base, recuando de 13,72% para 13,36% ao ano, mas reverteu parcialmente para 13,39%. O Prefixado 2032 seguiu trajetória semelhante, saindo de 13,89% para 13,62% e depois recuando para 13,66%. O movimento nos títulos atrelados à inflação (IPCA+) foi análogo, porém com uma reversão mais expressiva. O IPCA+ 2032, por exemplo, tocou uma mínima e voltou a 7,56% de juro real, enquanto o vencimento de longo prazo, o IPCA+ 2050, devolveu 9 pontos-base.

A sessão evidenciou a extrema sensibilidade do mercado de dívida brasileiro a choques geopolíticos externos. O Tesouro Direto, frequentemente visto como um ativo doméstico, mostrou-se vulnerável a rumores e ações no Golfo Pérsico, um ponto crítico para o fluxo global de petróleo. A ameaça iraniana de fechar Ormuz, uma artéria vital para o comércio energético, foi suficiente para interromper uma tendência de baixa e reintroduzir pressão de risco, realinhando as taxas dos títulos brasileiros com a aversão global ao risco. O episódio serve como um alerta para investidores sobre a conexão direta entre conflitos distantes e a precificação do risco soberano local.