Governo Lula planeja injeção de até R$ 2 bi no FGI para turbinar crédito a empresas
O governo Lula prepara uma manobra de estímulo ao crédito que envolve um aporte de até R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e a flexibilização de regras. O objetivo declarado é ampliar a concessão de crédito para empresas e estimular a renegociação de dívidas, em uma ação que busca injetar liquidez no setor produtivo. A medida, confirmada por uma apresentação interna e uma fonte com conhecimento direto, representa uma intervenção direta do governo no mercado de crédito, utilizando um fundo público como garantia.
A operação será canalizada através do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um programa criado durante a pandemia de Covid-19 que agora pode ser reativado com novo foco. O anúncio deve ser feito em conjunto com um plano mais amplo do governo para combater o endividamento de famílias e empresas, indicando uma estratégia coordenada para aliviar pressões financeiras em múltiplas frentes.
A movimentação coloca o BNDES e o FGI no centro de uma nova política de crédito do governo, com potencial impacto significativo na disponibilidade de capital para pequenas e médias empresas. A decisão de usar recursos públicos para garantir empréstimos privados eleva o risco fiscal do governo e transfere parte do risco de inadimplência para o Tesouro. O sucesso da medida dependerá da adesão dos bancos e da capacidade real das empresas em honrar os novos financiamentos, em um contexto econômico ainda desafiador.