Estreito de Ormuz Paralisado: Tráfego Naval Cai para Menos de 10% Apesar de Cessar-Fogo
O tráfego vital pelo Estreito de Ormuz está praticamente paralisado, operando com menos de 10% do seu volume normal. A paralisia persiste mesmo após um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, enquanto Teerã reafirma seu controle sobre a passagem, alertando ativamente os navios para que permaneçam dentro de suas águas territoriais. Esta é a maior interrupção de abastecimento da história, com centenas de petroleiros e outros navios presos no Golfo Pérsico desde o início do conflito em 28 de fevereiro.
A paralisia já reduziu o fornecimento global de petróleo em 20%, criando uma crise de abastecimento sem precedentes. Apesar das declarações de Mojtaba Khamenei de que o Irã não busca guerra e promete uma 'nova fase' na gestão do estreito, as ações no terreno contradizem a retórica. O país também reiterou que exigirá compensação dos EUA e de Israel pelos danos sofridos durante os recentes confrontos, mantendo a tensão elevada.
A situação levou a uma mobilização internacional. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que a aliança está disposta a desempenhar um papel em uma eventual missão para garantir a liberdade de navegação, com países da UE também se comprometendo a ajudar se necessário. A combinação de controle iraniano, navios presos e a ameaça de uma intervenção militar externa mantém o estreito como o epicentro de uma crise geopolítica e energética global, com os preços do petróleo sob pressão extrema.