Escritório de ex-secretário de Paes recebeu R$ 1,2 milhão do Banco Master durante gestão pública
Documentos fiscais do Banco Master revelam transferências de até R$ 1,26 milhão para o escritório de Felipe Santa Cruz, ex-secretário da prefeitura do Rio de Janeiro na gestão de Eduardo Paes. Os repasses foram realizados enquanto Santa Cruz exercia função pública na administração municipal, levantando sérias questões sobre conflito de interesses e a natureza dessas transações financeiras durante seu mandato. A apuração, conduzida pelo jornal O Globo com base em informações do SBT News, expõe um fluxo de recursos vultosos diretamente ligado a uma figura-chave do governo carioca.
Felipe Santa Cruz, que ocupou cargo de secretário na prefeitura, teve seu escritório particular beneficiado por significativas injeções de capital do Banco Master no mesmo período. A coincidência temporal entre o exercício do cargo público e os recebimentos milionários coloca a relação sob intenso escrutínio. O caso emerge em um contexto de crescente atenção sobre as interações entre o sistema financeiro e agentes políticos, especialmente em uma das maiores capitais do país.
A revelação pressiona a gestão do prefeito Eduardo Paes, exigindo explicações sobre a compatibilidade das atividades de seu ex-secretário com o recebimento de valores de uma instituição bancária. O episódio também submete o Banco Master a questionamentos sobre os motivos e a legalidade dos repasses. A situação ilustra os riscos de opacidade nas finanças de servidores públicos de alto escalão e pode acionar mecanismos de controle, como o Ministério Público e a Controladoria-Geral do Município, para investigar possíveis violações éticas ou legais.