Governo demite presidente do INSS, Gilberto Waller, sob pressão por filas e desgaste eleitoral
O governo federal demitiu o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, em meio a críticas diretas do presidente Lula sobre as longas filas de espera para análise de benefícios. A substituição, anunciada nesta segunda-feira (13), coloca Ana Cristina Viana Silveira, uma servidora de carreira do órgão, no comando. A mudança sinaliza uma tentativa de conter o desgaste político que a morosidade do INSS vem causando ao governo em um ano eleitoral crucial.
A demissão de Waller ocorre após um período de tensão entre sua gestão e o Palácio do Planalto. A principal queixa, explicitada pelo presidente Lula, é a incapacidade do instituto de reduzir o tempo de espera dos segurados, um problema crônico que afeta milhões de brasileiros e se tornou um ponto vulnerável para a imagem da administração federal. Waller havia assumido a presidência do INSS após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que revelou um esquema de fraudes no órgão, contexto que já colocava sua gestão sob escrutínio.
A movimentação no topo do INSS reflete a pressão eleitoral para resolver um serviço público altamente visível e sensível. A nomeação de uma servidora de carreira, Ana Cristina Viana Silveira, pode indicar uma busca por estabilidade técnica, mas o desafio de desfazer as filas permanece monumental. O episódio também ocorre no rastro da CPMI do INSS, que investigou fraudes e tentou, sem sucesso, indiciar o filho do presidente Lula, ligando a crise operacional do instituto a um pano de fundo de investigações e desconfiança.