Lindbergh Farias pede à PF que investigue 'quem protege quem' no Banco Central
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Polícia Federal para investigar uma possível rede de proteção dentro do Banco Central. A exigência veio após o depoimento do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, à CPI do Crime Organizado, onde ele afirmou que auditorias internas não apontaram envolvimento do ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, em irregularidades. Para Lindbergh, a resposta oficial não basta e esconde um esquema mais profundo.
O cerne da pressão política está na suspeita de que investigações internas do BC podem ter sido conduzidas para isentar ou proteger figuras-chave. O deputado não apenas questiona a conclusão das sindicâncias, mas exige que a PF desvende "quem está protegendo quem" e "como foi feito". Isso coloca a gestão de Galípolo e a integridade dos processos de controle da instituição sob um escrutínio agudo, transformando uma declaração de rotina em um potencial escândalo de blindagem institucional.
O caso eleva drasticamente o risco para a reputação do Banco Central, uma instituição que opera sob o mandato de autonomia. A abertura de uma investigação federal, conforme pedido, poderia expor fissuras na governança interna e reacender debates sobre a interferência política na autoridade monetária. A tensão agora se desloca para a PF, que deve decidir se atende ao chamado do parlamentar, iniciando um processo que pode gerar instabilidade e desconfiança nos mercados.