PF assume investigação contra Buzzi: prazo de 60 dias para apurar indícios apontados pela PGR
O Ministro Relator do Supremo Tribunal Federal acolheu o pedido da Procuradoria-Geral da República, determinando a abertura de um inquérito com prazo de 60 dias para investigar o ex-ministro do Turismo, Daniel Buzzi. A condução do caso ficará a cargo da Polícia Federal, sinalizando um escrutínio formal e acelerado sobre as suspeitas que motivaram o afastamento do ex-gestor de suas funções.
A decisão judicial não apenas formaliza a investigação, mas também estabelece um cronograma apertado para a apuração dos indícios apresentados pela PGR. Buzzi, que já se encontra afastado do cargo, agora enfrenta um processo investigativo conduzido pela PF, órgão com ampla capacidade de coleta de provas e perícia. O fato de o STF ter acolhido o pedido da Procuradoria indica que a corte considerou existirem elementos mínimos para justificar a abertura do procedimento.
O caso coloca sob pressão a gestão do Ministério do Turismo e pode ter implicações políticas mais amplas, dependendo do desfecho das investigações da PF. O prazo de 60 dias, embora possa ser prorrogado, impõe um ritmo definido ao caso, aumentando a expectativa por respostas concretas. A movimentação envolve diretamente instituições-chave da República: o STF, a PGR e a Polícia Federal, em um processo que testa os mecanismos de controle e responsabilização no alto escalão do governo.