Gilmar Mendes acusa CPI de 'esquecer milicianos' e desviar foco para atacar o STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acusou a CPI da Câmara dos Deputados de desviar o foco central de suas investigações. Em declaração contundente, ele afirmou que o relatório final da comissão "esqueceu dos seus colegas milicianos" e, em vez disso, direcionou o trabalho para atingir a Corte Suprema. A crítica aponta para uma suposta manipulação política do processo investigativo, deslocando o alvo de supostas milícias para o próprio Judiciário.
A afirmação de Gilmar Mendes surge como uma reação direta ao conteúdo e às conclusões do relatório da CPI, que investigou atos de violência política. O ministro não detalhou quais 'colegas milicianos' teriam sido ignorados, mas a acusação sugere que a comissão parlamentar teria deixado de lado investigações sobre figuras ligadas a milícias para concentrar fogo em ministros do STF. Esse movimento é visto como parte de uma tensão crescente entre o Legislativo, controlado por uma base governista, e o Supremo Tribunal Federal.
A acusação pública de um ministro do STF contra uma comissão parlamentar de inquérito eleva o tom do conflito institucional. O episódio coloca sob intenso escrutínio a independência e os limites das investigações do Congresso, enquanto alimenta narrativas de que a CPI foi instrumentalizada para pressionar a Corte. O desfecho dessa disputa pode ter implicações significativas para o equilíbrio de poderes e para a percepção pública sobre a atuação de ambas as instituições.