Amazon compra Globalstar por US$ 11,6 bi para escalar guerra de satélites contra SpaceX
A Amazon disparou um movimento agressivo na corrida espacial, concordando em adquirir a operadora de satélites Globalstar por aproximadamente US$ 11,6 bilhões. O acordo, que oferece um prêmio de 23,5% sobre o preço das ações da Globalstar, representa uma aposta bilionária da gigante de tecnologia para construir sua própria operação de satélites e desafiar a hegemonia da SpaceX de Elon Musk no setor. A transação, prevista para ser concluída apenas em 2027, sinaliza uma disputa de longo prazo e alto custo pela infraestrutura orbital.
O negócio coloca a Amazon diretamente no controle de ativos críticos de espectro e órbita. A oferta aos acionistas da Globalstar é de US$ 90 em dinheiro por ação, ou 0,32 ações da Amazon com valor limitado ao mesmo patamar. A aquisição visa acelerar o projeto Project Kuiper da Amazon, sua constelação de satélites de banda larga, que precisa de uma rede terrestre robusta e direitos de espectro para funcionar. A Globalstar, com sua rede existente de satélites e valiosas licenças de frequência, fornece esses componentes essenciais de forma imediata.
A jogada intensifica a pressão sobre a SpaceX e seu serviço Starlink, transformando uma rivalidade tecnológica em uma batalha por aquisições estratégicas e domínio de infraestrutura. A justificativa da Amazon, conforme declarada pelo vice-presidente Panos Panay, é oferecer um serviço 'mais rápido e confiável em mais lugares'. No entanto, o valor da transação e o horizonte de conclusão distante revelam que o verdadeiro objetivo é consolidar uma posição independente e poderosa na nova economia espacial, um setor onde controle sobre ativos físicos e regulatórios se torna tão crucial quanto a inovação em software.