Rollemberg pressiona: 'Ex-presidente do BRB preso, mas falta o mandante'
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) acendeu um sinal de alerta sobre as investigações do caso do Banco de Brasília (BRB), afirmando que as prisões realizadas não encerram o assunto. Em manifestação nas redes sociais, Rollemberg cobrou o avanço das apurações, deixando claro que pontos cruciais permanecem no escuro. A declaração joga luz sobre a possibilidade de figuras de maior escalão ainda estarem protegidas, aumentando a pressão sobre as autoridades responsáveis pelo inquérito.
O cerne da cobrança de Rollemberg recai sobre a necessidade de esclarecer quem deu as ordens. Ele relembrou publicamente que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Cardoso, teria dito a auxiliares que agia sob orientação superior. Essa alegação, ainda não totalmente confirmada pelas investigações, aponta para uma cadeia de comando que pode subir na estrutura de poder. A prisão de Cardoso, portanto, é vista por setores políticos e pela opinião pública como um passo inicial, mas insuficiente.
A fala do parlamentar coloca o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), no centro do escrutínio indireto, já que o BRB é um banco público controlado pelo governo local. A insistência na busca pelo 'mandante' mantém o caso em alta temperatura política, com risco de novas delações e desdobramentos que podem atingir o núcleo da administração distrital. O andamento das investigações agora carrega o peso de definir se a operação atingirá apenas executivos do banco ou se conseguirá escalar até as esferas de comando político.