Delcy Rodríguez, sucessora de Maduro, conduz expurgo silencioso contra oligarcas e aliados do antigo regime na Venezuela
A Venezuela vive um expurgo silencioso. Após a queda pública de Nicolás Maduro, as estruturas que o mantiveram no poder estão sendo desmontadas de forma gradual e discreta. Oligarcas próximos à família Maduro foram arrancados de suas casas. Aliados políticos foram sumariamente removidos de seus cargos. Parentes foram afastados de negócios e proibidos de aparecer na mídia. O processo ocorre sem explicações públicas, deixando outros membros do antigo regime a olhar por cima do ombro, preocupados em ser os próximos.
A operação é conduzida pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, que agora comanda o país sob orientação do governo dos Estados Unidos. Ela está no centro de uma 'faxina' que visa desmantelar as redes de lealdade e corrupção que sustentaram Maduro. As ações incluem detenções e remoções de lideranças, todas executadas longe dos holofotes que marcaram a intervenção militar inicial.
O expurgo sinaliza uma transição de poder focada em consolidar o controle e eliminar focos de resistência interna. A estratégia de Rodríguez, ao optar pela discrição em vez de julgamentos espetaculares, sugere uma tentativa de estabilizar o país sem novos traumas públicos imediatos, mas também levanta questões sobre o devido processo legal e o futuro político dos afastados. O silêncio oficial sobre os motivos de cada ação gera um clima de incerteza e pressão sobre as elites remanescentes do chavismo.