Petróleo dispara 5% após Irã reabrir crise no Estreito de Ormuz e tensões com EUA escalarem
Os preços do petróleo dispararam nesta segunda-feira, impulsionados por uma nova escalada militar direta entre os Estados Unidos e o Irã. A Marinha dos EUA alvejou e apreendeu um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã, um incidente que elevou imediatamente o risco de interrupções no fluxo de petróleo através do crítico Estreito de Ormuz. O ato representa uma aplicação direta de força em uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo para o comércio de energia.
O petróleo WTI para maio fechou em alta de 5,91%, a US$ 87,47 o barril na NYMEX, enquanto o Brent para junho avançou 4,86%, a US$ 94,77 na ICE. Este salto ocorre após uma semana de forte volatilidade, na qual o WTI havia despencado 14,5%. A ação militar, conforme relatada, envolveu um destróier norte-americano que ordenou a parada da embarcação e, diante da recusa, procedeu ao ataque e apreensão.
O incidente coloca as já frágeis negociações entre Washington e Teerã sob risco imediato e maior pressão. Qualquer interrupção prolongada ou escalada de confrontos na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia significativa do petróleo global, tem o potencial de desestabilizar ainda mais os mercados de energia. A reação dos preços reflete o temor do mercado de que a tensão possa evoluir para um conflito mais amplo, com consequências diretas para o fornecimento global de petróleo.