Joesley Batista, da J&F, teria atuado como canal oculto entre Lula e Trump antes da visita a Washington
O empresário Joesley Batista, sócio do grupo J&F, exerceu um papel de articulador nas negociações que tornaram possível o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em Washington. A informação, publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo, foi confirmada à Reuters por uma fonte com acesso direto às conversas que antecederam a reunião de quinta-feira, 7.
Segundo a apuração, a aproximação entre os dois governos passou por canais diplomáticos informais, com a intermediação de Batista利用ando sua proximidade com o círculo político brasileiro e suas conexões nos Estados Unidos. O grupo J&F, dono da holding de investimentos que controla negócios em diversos setores, incluindo carnes e energia, tem interesses estratégicos nos dois mercados. Atea doitiva envolveu representantes do Palácio do Planalto e interlocutores ligados à equipe de transição ou proximidade do governo Trump.
A revelação eleva o escrutínio sobre o papel de grandes conglomerados empresariais na política externa brasileira. A atuação de um empresário privado como canal não oficial entre dois governos levanta questões sobre transparência e possíveis conflitos de interesse, especialmente considerando que o grupo J&F possui dívidas bilionárias em negociações com o governo federal e projetos em curso no exterior. O encontro foi amplamente interpretado como uma tentativa de restabelecer o diálogo entre as duas maiores economías das Américas após um período de friçções comerciais e diplomáticas.