GPA registra prejuízo de R$ 1,34 bi no 1T26 e alerta para incerteza de continuidade operacional com déficit de R$ 3,9 bi
O GPA (PCAR3) reportou prejuízo líquido continuado de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026, um resultado que expõe a gravidade da crise financeira enfrentada pelo grupo varejista. O valor foi impulsionado principalmente por efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa, que alonearam R$ 1,014 bilhão no período — o que torna o resultado operacional subjacente ainda mais difícil de avaliar com clareza.
A situação se agrava com a revelação de um déficit de capital circulante líquido de R$ 3,9 bilhões. Diante desse cenário, o próprio grupo reconheceu, em nota explicativa publicada junto ao balanço, que há "dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional" da companhia. Em comunicado separado protocolado em 5 de maio, o GPA informou ter aprovado um plano de recuperação extrajudicial pela maioria dos credores, cujo julgamento permanece pendente de h.
O quadro eleva a pressão sobre credores, fornecedores e milhares de funcionários vinculados ao grupo. Para o mercado, os números reforçam a deterioração patrimonial do GPA e ampliam a desconfiança sobre a viabilidade da operação no curto prazo, enquanto o plano de recuperação extrajudicial ainda aguarda desfecho judicial.