PF identifica quatro núcleos e divisão de tarefas 'típicas de organizações criminosas' no caso Master
A investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o caso Master, que apura fraudes em licitações e desvios de recursos públicos, apontou a existência de quatro núcleos distintos e uma divisão de tarefas que as autoridades classificam como 'típicas de organizações criminosas'. Segundo relatórios da PF, a estrutura operacional do esquema era organizada de forma a otimizar a prática de ilícitos, com setores específicos para captação de recursos, lavagem de dinheiro, articulação política e operacionalização das fraudes em editais. As investigações indicam que o grupo atuava de maneira coordenada para desviar verbas de contratos públicos, especialmente em obras de infraestrutura, utilizando empresas de fachada e testas de ferro para ocultar os beneficiários finais. A PF já identificou dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, incluindo servidores públicos, empresários e intermediários. As provas colhidas incluem documentos, interceptações telefônicas e colaborações premiadas. O caso, que teve suas primeiras operações deflagradas há mais de um ano, continua em andamento, com a expectativa de novos desdobramentos e possíveis novas fases de operação.