Shell em posição para assumir controle da Raízen após colapso nas negociações
A Shell pode assumir o controle acionário da Raízen, produtora brasileira de açúcar e etanol, após o fracasso das negociações para a renovação de um acordo de acionistas que expira em dezembro. Fontes próximas ao assunto informaram que as tratativas para prorrogar o pacto, que rege a joint venture formada em 2011 entre a Shell e a Cosan, não avançaram. A ausência de um novo acordo colocaria a Shell, que já detém 44,3% do capital votante, em posição de assumir o controle efetivo da companhia. A Raízen, uma das maiores empresas do setor de bioenergia do mundo, tem operações integradas de produção de açúcar, etanol e energia, além de uma vasta rede de postos de combustíveis. A possível mudança no controle acionário ocorre em um momento de reavaliação estratégica por parte da Shell sobre seus investimentos em energias renováveis e biocombustíveis. Analistas apontam que o controle pela Shell poderia alterar a governança e a direção estratégica da Raízen, com possíveis implicações para seus investimentos e expansão. A empresa não comentou oficialmente o assunto.