Moraes exclui Eduardo Bolsonaro de autorização para visitas na prisão domiciliar do pai
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que quatro dos cinco filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro possam visitá-lo em sua prisão domiciliar em Brasília. A decisão, no entanto, excluiu explicitamente um dos filhos: o deputado federal Eduardo Bolsonaro. A omissão direcionada gera imediata tensão política e familiar, destacando um tratamento diferenciado dentro do núcleo familiar do ex-presidente.
A autorização, concedida por Moraes, permite as visitas de Flávio Bolsonaro (senador), Carlos Bolsonaro (vereador do Rio), Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro. A ausência do nome de Eduardo na lista formaliza uma distinção judicial dentro da família, levantando questões sobre os critérios utilizados pelo ministro-relator do processo. A medida ocorre no contexto da operação que investiga suposta tentativa de golpe de Estado e colocou Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.
A exclusão de Eduardo Bolsonaro, figura pública e parlamentar ativa, intensifica o foco sobre as relações individuais de cada filho com as investigações em curso. O episódio sinaliza pressão seletiva do STF e pode alimentar novos conflitos na defesa do ex-presidente, além de expor fissuras na estratégia política familiar. A decisão mantém Bolsonaro isolado de um de seus principais aliados políticos dentro da própria família, restringindo seu círculo imediato de apoio em um momento crítico.