Copasa (CSMG3) renova contrato vital com BH por R$ 1,3 bi, desbloqueando privatização
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) removeu um dos maiores obstáculos para sua privatização ao renovar o contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte. O acordo, firmado por R$ 1,3 bilhão, é considerado um marco fundamental pelos analistas de mercado, pois elimina uma fonte crítica de incerteza regulatória e financeira. A capital mineira sozinha responde por cerca de 30% da receita da estatal, tornando essa renovação um pré-requisito não negociável para qualquer processo de desestatização.
A formalização do aditamento ao convênio com Belo Horizonte sinaliza que o governo de Minas Gerais está avançando concretamente no plano de venda da Copasa. Para os investidores, a redução do risco contratual com o principal município cliente transforma o perfil do ativo, pavimentando o caminho para as próximas etapas do leilão. A reação do mercado financeiro foi imediata, com casas de análise como JP Morgan e Itaú BBA emitindo recomendações de 'Compra', estabelecendo preços-alvo entre R$ 55,90 e R$ 56,60.
O movimento coloca a Copasa em uma trajetória clara de desinvestimento estadual, seguindo a onda de privatizações no setor de saneamento. A conclusão bem-sucedida desta etapa crucial atrai o escrutínio de fundos e conglomerados interessados em um dos maiores players de água e esgoto do país. O foco agora se desloca para a estruturação final do edital de venda, a definição do modelo de governança pós-privatização e a avaliação de quanto o mercado está disposto a pagar por uma empresa com seu risco principal mitigado.