Moraes questiona Exército sobre visita irregular de general a Braga Netto na prisão
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, exige explicações formais do Exército sobre uma visita não autorizada ao ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, preso por envolvimento na trama golpista. O encontro, realizado por um general da reserva, violou as regras do regime carcerário. Segundo um ofício encaminhado a Moraes, familiares do preso também teriam feito visitas fora dos dias permitidos, apontando para uma possível falha no controle de acesso na unidade militar.
O fato foi registrado no relatório semanal enviado pelo Comando da 1ª Divisão de Exército ao ministro, referente ao período de 7 a 14 de março. O documento detalha a ocorrência de um encontro não autorizado e de visitas realizadas na sexta-feira e no sábado, dias normalmente não permitidos. Braga Netto, condenado a 26 anos de prisão, cumpre pena na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, uma instalação sob gestão militar.
O questionamento de Moraes coloca o Exército sob escrutínio direto do Supremo Tribunal Federal, pressionando a instituição a esclarecer as brechas de segurança e o cumprimento das determinações judiciais. O caso expõe tensões latentes entre o Judiciário e as Forças Armadas no manejo de presos políticos de alta relevância, levantando dúvidas sobre a rigidez dos protocolos em uma unidade de custódia militar. A resposta do Exército será crucial para definir se houve uma falha operacional pontual ou um indício de tratamento diferenciado.