Novo rebate Gilmar Mendes: aponta contrato de R$ 129 milhões com esposa de ministro
A tensão entre o STF e o Congresso ganhou um novo capítulo com uma acusação direta do partido Novo contra o ministro Gilmar Mendes. Durante o julgamento sobre a prorrogação da CPMI do INSS, Gilmar classificou a atuação da comissão como 'criminosa'. O partido Novo respondeu com ironia e uma grave alegação: questionou o que seria considerado ilegal para o ministro, citando um contrato de R$ 129 milhões envolvendo a esposa de um ministro.
O ataque do Novo coloca um holofote sobre os padrões de conduta e os possíveis conflitos de interesse no alto escalão do Judiciário. A menção a um contrato de valor tão expressivo, ligado a uma figura próxima ao poder, serve como uma réplica contundente às críticas de Gilmar à investigação parlamentar. O episódio transforma um debate processual sobre prazos em um confronto sobre moralidade e transparência no exercício da função pública.
A troca de farpas sinaliza uma pressão crescente sobre o STF e expõe a fragilidade do diálogo entre os Poderes. A alegação, ainda que não detalhada na fonte, insere no debate público a suspeita de que práticas consideradas questionáveis por um lado poderiam ser toleradas em outras esferas. O caso eleva o risco de um desgaste institucional mais amplo, onde acusações de hipocrisia e abuso de autoridade podem minar a credibilidade das instituições em meio a uma investigação sensível sobre o INSS.